Eventos · Compras Públicas
O Hapee no podcast da Expo Compra Pública
Estivemos no podcast da Expo Compra Pública conversando sobre algo muito concreto: como a IA muda a forma de participar de compras públicas e o que vale a pena automatizar e o que não.
5 ago 2026
Eventos · Compras Públicas
3 min de leitura
Por Equipe Hapee
A Expo Compra Pública reúne fornecedores do Estado, órgãos compradores e gente que vive do ecossistema de licitações. É um público exigente: não se interessa por promessas de IA, e sim pelo que dá para fazer na segunda-feira. Foi com esse enquadramento que a conversa aconteceu.
Sobre o que conversamos
O gargalo real
O problema não é a falta de licitações publicadas, é o tempo humano para filtrá-las. A maioria das oportunidades se perde por não terem sido vistas, não por perder a avaliação.
Afinidade, não volume
Por que mostrar cem oportunidades é pior do que mostrar cinco bem escolhidas, e como a afinidade é calculada em relação ao que a empresa realmente faz.
O que NÃO automatizar
A decisão de participar e a proposta técnica continuam sendo humanas. Automatizar a busca e o acompanhamento é saudável; automatizar o critério, não.
Rastreabilidade
Em compras públicas tudo é auditado. Qualquer apoio de IA precisa deixar registro de por que recomendou algo, e não ser uma caixa-preta.
O que levamos de volta
Dois comentários do público ficaram ecoando na equipe. O primeiro, de um fornecedor de médio porte: "eu não preciso de mais avisos, preciso de menos e melhores". O segundo, de uma responsável por compras: "o que me serve é saber por que estão me recomendando algo".
Os dois apontam para a mesma coisa e confirmam por onde seguir: menos ruído e mais explicação. É exatamente o critério com que o módulo de Licitações foi construído — pontuação de afinidade com sua justificativa escrita, em vez de uma lista infinita.
Obrigado à organização da Expo pelo espaço e a quem ficou para perguntar depois. Essas conversas são as que acabam mudando o produto.